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MUDANDO A CARA DO DIA

por | nov 23, 2018 | Agradecer Agora | 0 Comentários

Esse meu jeito ranzinza de ser

Reclamar é esse estado miserável fácil fácil de contagiar os outros e o ambiente. O pior é que parece ter até uma aceitação social bem maior do que a gratidão. Os gratos são os “desmancha-prazeres”: perturbam o prazer mórbido da sessão reclamar. Se for um grato que aparece na rodinha do trabalho para falar bem do chefe, então… suicídio. Parece até competição de quem tem a vida mais dura e “pobre-coitada”.
Vamos vivendo nesse ciclo tóxico e desagradável de pessimismo e mau humor sem perceber. Todos os pequenos revezes do dia a dia adquirem uma proporção de tragédia grega. São bobagens da rotina que poderiam simplesmente ser superadas com uma pequena dose extra de bom humor: pegar 10 sinais fechados em seguida no trânsito, esquecer de colocar fermento no bolo que você ia servir para a visita ou ser olhada meio de torto por aquele vizinho que todos sabem que é chato mesmo. Como diria minha querida amiga Danie: “cara!” –> Shit happens! Melhor ter uma boa música no carro na hora do sinal vermelho, rir do bolo com os amigos e mandar um beijinho pro vizinho.

Decidindo como queremos nos sentir

Alguém disse uma vez que a vida é curta demais pra ser levada a sério. A gente sabe que tem um jeito mais leve e menos pretensioso de viver a vida mas às vezes preferimos insistir com aquele ar de rigor. Ao ler o livro “Projeto Felicidade” de Gretchen Rubin, confesso que demorei para entender o que ela queria dizer com: comece a agir do jeito que você quer se sentir. Tem um pouco a ver com aquela famosa filosofia de “fake it until you make it”. O mais lógico seria pensar que são os sentimentos que geram as ações: se estou me sentindo rabugenta, vou agir como uma rabugenta. Porém, o que Rubin propõe no seu livro é remar contra a maré. É começar a ter exatamente as atitudes que você gostaria que se transformassem em sentimento real.
O que significa isso na prática? Sabe aquele dia em que você acordou com falta de ânimo e se sentindo apático? Pois é nesse dia que você vai colocar uma roupa colorida para ir ao trabalho e abrir um sorriso até maior que o normal ao cumprimentar seus colegas. Parece meio maluco, mas até mesmo pesquisas científicas alegam que os nossos gestos e ações acabam manipulando nossos sentimentos. Comece sorrindo por fora e o sorriso chegará lá na alma.
É verdade que tomar a decisão de agir como você QUER se sentir e não como você ESTÁ se sentindo requer um certo esforço. Deixar levar-se por uma vibe obscura parece até mais confortável. Ser “Poliana” faz barulho às vezes, incomoda, dá coceira nos outros mas… também contagia. Tem uma hora que esse clima nosso de alto astral acaba convencendo nossos ex-cúmplices do mau humor. Por fim, eles se rendem…

Seu desafio:

Antes de propor um desafio a vocês, pensei: “serei eu a cobaia primeiro!”. A pergunta é essa: qual é aquele momento prático, então, em que a gente pode começar a agir mesmo antes que chegue o sentimento? Tentei me “assistir” um pouco essa semana como teste e identifiquei um exemplo. É quando vou para uma festa. Ao som daquela música dançante, os primeiros movimentos saem um pouco desengonçados e até meio apáticos. Nem sempre a gente está naquele ânimo todo para festa, né? Quem é que nunca foi a uma balada “meio por obrigação”? O fato é que uma vez que estamos lá, a gente até faz um esforcinho extra para se divertir. Mesmo que tudo tenha que começar na mente e não na alma. Isso também é agir do jeito que queremos nos sentir. A moral da história é que eu decidi que iria me divertir nessa festa.
Pois então: conta para a gente qual foi aquele momento nessa semana que você decidiu como queria se sentir! O momento que você deu um chute no mau humor antes que ele te contaminasse. Comenta aqui embaixo.
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RUBIN, Gretchen. Projeto Felicidade. São Paulo: Best Seller, 2011.
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Este texto foi escrito por uma grande amiga! A Scarlet Kellerman.
Scarlett Kellermann tem 31 anos, blumenauense orgulhosa, timboense no seu tempo livre e namoradeira de outras culturas. É professora por formação mas vive inventando modas: já trabalhou de babá, recepcionista de hostel, já estudou Direito e fez feiras do Agradeço Agora com sua amiga Danie. Tem uma coleção de sonhos como escrever um livro e adotar duas crianças. Atualmente trabalha com revisão e tradução e dá seus primeiros passos como escritora. Mora em Israel e diz que não reclama da vida.

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